Uma sociedade empresária apresentava a sua Demonstração dos Fluxos de Caixa de acordo com o método direto. Em 01/01/2025, resolveu começar a apresentar a demonstração de acordo com o método indireto. Desse modo, em 31/12/2025, a sociedade empresária divulgou a Demonstração dos Fluxos de Caixa de 31/12/2024, elaborada de acordo com o método indireto, para fins comparativos. Pôde-se constatar, a partir da demonstração, que as atividades operacional, de investimento e de financiamento geraram caixa para a sociedade empresária. Ao comparar o saldo de caixa gerado pelas três atividades na Demonstração dos Fluxos de Caixa, referente a 31/12/2024, de acordo com o método direto e indireto, pode-se verificar que
- A o saldo de caixa gerado pelas três atividades permanece igual.
- B o saldo de caixa apresentado pelas três atividades apresenta mudança.
- C apenas o saldo de caixa gerado pela atividade operacional apresenta mudança.
- D apenas o saldo de caixa gerado pela atividade de financiamento apresenta mudança.
A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), disciplinada pelo CPC 03 (R2), pode ser elaborada pelo método direto ou pelo método indireto, sendo que a diferença entre os dois métodos restringe-se exclusivamente à forma de apresentação das atividades operacionais. No método direto, as entradas e saídas brutas de caixa das operações são divulgadas explicitamente, enquanto no método indireto o lucro líquido é ajustado pelos efeitos de transações que não envolvem caixa e pelas variações no capital circulante. Independentemente do método adotado, os fluxos das atividades de investimento e de financiamento são apresentados de forma idêntica nos dois métodos, e o resultado final — isto é, a variação líquida de caixa e equivalentes de caixa — é necessariamente o mesmo. Portanto, ao reapresentar a DFC de 31/12/2024 pelo método indireto para fins comparativos, o saldo total de caixa gerado pelas três atividades permanece inalterado, pois o método escolhido altera apenas a forma de divulgação do fluxo operacional, jamais o valor do caixa efetivamente movimentado. O aluno deve compreender que a mudança de método configura alteração de apresentação, e não de mensuração, não gerando impacto nos saldos finais apurados.
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